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- Nicole…Ela ouvia aquele sussurro bem perto
do ouvido dela, remexeu-se…
- Nicole…E cada vez os sussurros ficavam mais
urgentes, pedindo que ela gemesse mais. E Nicole sentiu duas mãos a passarem
por cima do corpete, fazendo com que abrisse a boca num toque de prazer
incontrolável… Ela sentia aquele corpo por cima dela esfregando-se contra o
seu, aumentando o calor e o prazer.
- Nicole… Então ela viu o rosto do homem que
lhe dava prazer, o conde. Bill Kaulitz começou a beijar os seus lábios fervorosamente
passando as suas longas mãos frias como o gelo pelos braços dela, fazendo
depois com os dedos dela ficassem presos nos seus, lambeu os seus lábios
vermelhos e sussurrou em seu ouvido:
- Quero possuí-la aqui nesta cama…Nicole gemeu alto com aquelas
palavras, que conde meu Deus! Bill foi descendo, beijando o pescoço dela e
dando pequenas mordidas deixando até marca.
- Possui-me agora! Faça amor comigo
desesperadamente! – Ela implorou.
Bill lambeu o seu pescoço e
sussurrou:
- O seu cheiro é tão viciante… Pergunto-me se o seu sabor é tão delicioso
quanto isso…Bill cheirou a sua pele branca, macia
e bastante quente, e sorriu ainda sussurrando:
- Hum… Deveras delicioso!- Por favor! – Nicole implorava mais
alto, passando as suas mãos pelo corpo dele, tentado desesperadamente livrar-se
daquelas roupas.
Bill foi descendo uma mão para o seu
corpete e retirou-o com força. Com os seus seios expostos, Nicole sentiu a
língua do conde explorá-los, e gritou quando ele mordeu os seus mamilos, mas
não eram gritos de dor, eram de puro prazer…
- Como sois quente… Grita mais para mim…Nicole gritou e gemeu com aquele
prazer tórrido. Mas ela queria mais, muito mais… O conde foi então descendo as
suas mãos para as pernas dela, e apertou-as levemente, Nicole enlaçou-as á cintura
dele e mordeu os lábios sugando-os de seguida. Como desesperava por aquele
corpo, senti-lo dentro de sim e contorcer-se de prazer…
O conde subiu mais a sua mão,
acariciando o sexo dela por cima das cuecas que quase a levou á loucura.
- Mais! – Ela gritava.
E o conde sem querer fazê-la esperar
mais, entrou dentro dela arrancando-lhe um gemido profundo e Nicole prendeu-o
mais com as duas pernas para que ele a penetrasse mais fundo.
Ela conseguia senti-lo agora, cada
vez que o conde aumentava as suas investidas, sentia o seu corpo contorcer-se
com as chamas do prazer, e quanto mais ele ia fundo, mais ela gemia e arranhava
as suas costas.
- Grite o meu nome… - Sussurrou no ouvido dela.
- Bill! Bill! Mais!
Ela faria tudo o que ele quisesse, o
conde era irresistível demais para recusar algum dos seus pedidos… E ela
gritava cada vez mais até que ao chegar ao clímax abriu os olhos…
Estava deitada na sua cama agarradas
aos lençóis coberta de suor… Tinha sido um sonho, apenas um sonho… Olhou em
volta, o seu quarto parecia quente demais…
Levantou-se ainda com a sua respiração
ofegante e pegou numa toalha enxugando a sua testa. Sentou-se em frente ao
espelho e suspirou. Como é que um conde poderia ter feito tal coisa com ela?
Porque é que ele atormentava seus sonhos despertando loucuras que nunca sonhou?
Levou a sua mão ao coração e falou:
- Acalme-se coração… Por favor
acalme-se…
Olhou pela janela e viu que já
amanhecera, sorriu, adorava o amanhecer, o início de um novo dia.
Depois de um banho quente e vestida,
desceu as escadas para o pequeno-almoço.
- Bom dia minha mãe. – Falou beijando
a sua testa.
- Bom dia… Sentes-te melhor? –
Perguntou Rachel olhando as feições de sua filha.
- Não percebi, peço desculpa. Melhor
em relação a quê?
- Suspirastes toda a noite, chagaste
até mesmo a soltar um grito…
Nicole ficou sem respiração por dois
segundos. Sentiu o seu rosto ficar corado e engasgou-se com a sua própria
saliva.
- Estás bem minha filha? – Rachel
levantou-se e pôs a mão na testa dela. - Estás febril… Melhor chamar o médico…
- Não! Estou bem. Não precisais de
vos preocupar minha mãe. Fique descansada…
Rachel encarou os olhos de sua filha.
Nos últimos dias Nicole tossia muito, ficava pálida e não comia. Mas a sua
amada filha recusava ser vista por um médico e acabava sempre por escapar.
- Com licença minhas senhoras, mas
chegou isto para a dama Nicole. – Falou a empregada entrando na sala de jantar.
Nicole encarou a rosa vermelha agora
nas suas mãos. Viu um pequeno cartão preto, e leu as palavras vermelhas
escritas à mão, uma letra divinamente elegante para um conde. “A beleza de uma
rosa não se compare coma a sua, mas aceites as minhas desculpas. Não
conseguirei descansar enquanto não tiver paz no meu coração.” Nicole suspirou
perante aquelas palavras que a fizeram perder a linha de raciocínio. Mas que
conde era aquele?
- Quem te mandou a rosa minha filha? –
Perguntou Rachel curiosa.
- O conde… - Sussurrou.
Rachel encarou-a, sabia que o conde
tinha ficado encantado com ela. Sorriu, talvez a sua filha ficasse também
encantada com ele.
- E o que diz o cartão?
- Nada demais, apenas diz que gostou
da nossa presença ontem. Dever ter mandado a toda a gente. – Mentiu. Pois sabia
muito bem que a sua mãe iria tentar convencê-la a aceitar as insistências do
senhor conde.
- Não vais comer? – Perguntou a sua
mãe.
-Não tenho fome, vou dar uma volta
pela cidade.
Subiu para o seu quarto e encostou a
rosa ao peito.
- Porque bates tanto meu coração?
Encheu uma jarra com um pouco de água
e meteu lá a sua rosa. Vestiu a sua capa preta e saiu com o seu mordomo a
caminho da cidade. Como adorava passear lá, ver as feiras e falar com as
mulheres, principalmente quando brincava com as crianças adoráveis.
Bill sabia onde ela estaria, e depois
de ter mandado um dos seus empregados mais fiéis levar a rosa que tinha no seu
jardim e o cartão que ele próprio tinha escrito. Tinha ficado ansioso por
voltar a vê-la e conseguir o máximo de informações sobre aquela poderosa
mulher. Mas Bill sabia que teria de parar em algum momento. Não podia nunca
envolver-se com Nicole, ainda que o seu coração que há muito tempo não batia,
era como se essa mulher fosse o que ele precisava para se sentir vivo de novo.
Mas Bill não desejava só amor dela, queria também tomar aquele corpo e fazê-lo
apenas seu. O seu empregado voltou com mais informações, de acordo com as
fontes, o falecido Connor tinha deixado uma herança para as duas, tendo assim
muita riqueza, a sua mãe, procurava desesperada por um marido para a sua filha,
mas com as recusas insistentes de sua filha acabou por desistir. E Nicole, as
informações que mais ansiava, essa mulher que lhe roubou a racionalidade era
bastante sábia pelos estudos que tinha e visitava muito museus, era uma
literária assídua e adorava passear, conhecer novos lugares e brincava com as
crianças enquanto passeava pela cidade. Bill Tinha gostado de saber disso, era
um doce de pessoa, e gostava de lhe mostrar o mundo inteiro se pudesse, poisa
sabia que uma mulher não podia viajar sozinha. Bill olhou para o céu, estava
cinzento, podia sair apenas por algumas horas, ver Nicole era a sua prioridade.
Sendo assim saiu de casa, entrando na
sua carruagem ordenou para que o levassem para a cidade, mantendo-se longe da
janela para não apanhar a luminosidade. Suspirou, como odiava a criatura que
era, viver sozinho nas sombras eternamente era um tédio e então apenas podia
esperar que um tipo de morte surgisse.
- Meu amo, chegámos.
Bill sentiu-se um pouco fraco ao sair
da carruagem expondo-se á luz do dia. Ouviu os comentários das pessoas ao
verem-no sair da carruagem, pois apenas saía ao fim do dia, nunca sabendo o que
o conde fazia. Mas a verdade, era que Bill dormia durante o dia e apenas andava
de noite, escolhendo uma vítima para sugar o seu sangue. Ele sabia que não era
nenhum Deus para decidir quem morria ou quem devia morrer, mas ele apenas se alimentava
dos humanos que tinham actos desumanos, que eram autênticos animais de caça á
procura de uma mulher inofensiva para violar. Não se considerava nenhum herói,
odiava profundamente ter que matar para sobreviver.
Bill andou pela cidade, ouvindo os
sussurros das pessoas na esperança de saber em que parte da cidade se
encontrava. Porém, não teve que fazer esforço nenhum, pois ouviu a sua doce voz
a metros de distância. E ela falava com uma criança.
- Para mim? – Ela falava sorrindo. A
criança tinha oferecido uma tulipa branca. Nicole cheirou-a e sorriu para ele. –
Muito obrigada!
Ela levantou-se da calçada e começou
a caminhar. Mas Bill aproximou-se e disse:
- Recebeu a pobre flor esta manhã?
Como sempre, Bill ouviu o seu coração
bater freneticamente sempre que estava por perto, a sua pele ficou arrepiada e
depois ela o encarou com aqueles olhos azuis.
- Foi muito atencioso da sua parte,
mas não percebi porque era uma pobre flor senhor conde.
- Oras, uma rosa não chega á beleza
de tal mulher… - Respondeu olhando fundo naqueles olhos, fazendo com que Nicole
ficasse presa no olhar.
- Pois fique a saber que uma rosa não
se compara á beleza de uma mulher, mas á sensibilidade que tal flor pode fazer
numa mulher…
Bill adorava as respostas sábias
daquela mulher, de certeza que se dedicava a ler e a compreender tais problemas
e dilemas que uma sociedade conservadora considerava tabu. Nicole o fascinava,
e demais.
Bill beijou a mão dela, e ouviu um
suspiro baixo sair da boca dela…
- Eu vim fazer-lhe um convite, para
lhe compensar a minha intromissão de ontem.
Nicole olhou-o curiosa, mas logo
depois sentiu-se fraca, há dias que aquela situação se arrastava, e agora
sentia-se febril, com vontade de dormir.
- Quereis acompanhar-me hoje á noite
ao museu novo que abriu do outro lado da cidade? De certeza que poderemos
discutir mais sobre os expressionistas que tanto elogia…
Nicole sentiu-se tentada, afinal
estava ansiosa para conhecer o novo museu, e tinha gostado de partilhar algumas
palavras com o conde, mas o seu estado não lhe permitia.
- Um convite muito tentador, mas que
sou obrigada a recusar… Desculpe.
Bill escutou o seu coração bater
lentamente, algo estava mal.
- Talvez outro dia? – Tentou controlar
a sua voz para que não parecesse de preocupação, e a palidez dela já era bastante
notável. E agora respirava com um pouco de esforço.
- Amanhã?
- Amanhã será então…
Nicole sorriu-lhe fracamente e
virou-se, ordenando ao seu mordomo que a acompanhasse até á carruagem. E Bill
observou-a andar lentamente, mas ele não ia esperar até amanhã. Tinha de saber
de notícias ainda naquele dia.